27 de março de 2014

Insônia

Por Kevin Vásquez

Poema insone
Por Jose Luis Paredis


A poesia fez um silêncio diminuto
Pudera, sem ter teu ouvido por perto
Onde ela poderia recostar a cabeça?
Sem teu abraço apertado
Os versos livres tornam-se escravos
Sem teu rosto sério, me olhando do primeiro andar: da primeira estrofe
Cuidando de meu chegar na Aliança,
Sem teu rosto sério
A poesia não ri
Ímã sem polos
Rastro sem sol o
Luz sem Apollinair e
Paixão sem perda do ar,

A poesia não consegue dormir
Só consegue dor
Dói-me ir
O dedo mindinho ainda sente um campo de forças
Tentando uni-lo às forças de campo que saem do teu polegar
A promessa de nossos dedos entrelaçados
Rima com as estrelas
Rima branca, preta e colorida
A poesia perdeu a chave
É ouro perdido nas areias escaldadas pela solidão
Mas, quando te reencontrar
A perda do ar se achará
Será um cinema à ida
Com beijo a direito
E a torto

Com amora

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...